4/23/07

Repôr as penas...



Certa vez perguntei-me se depois de ter magoado alguém, mesmo depois de ter sido perdoada, se a pessoa conseguiria MESMO apagar essa mágoa.
Então alguém me disse:

- Faz o seguinte: pega num pombo, tira uma a uma cada a pena enquanto caminhas. Depois de depenado, conseguirás apanhar as penas todas que caíram no chão?
- Todas é impossível!
- Mas algumas és capaz!
- Possivelmente!
- Mas mesmo assim será capaz de colocá-las de novo no pombo?
- Isso é MESMO impossível!
- Ou seja, para o pombo voltar a ter penas tens de o proteger para que as penas nascem saudáveis e para que não morra! O mesmo acontece com quem tu magoas, é impossível repores aquilo que retiras-te mas podes ajudar a voltar a pôr as coisas no normal!


...

4/22/07

Dúvida...


Um dia, sentada numa cadeirada confortável, mas bastante barulhenta, ouvi, de uma voz fixante, certa história que me tocou tanto que decidi partilhá-la:

Certa vez um navio de carga naufragou no mar! Toda a tripulação morreu afogada, excepto certo corajoso marinheiro.
Com os restos de madeira, cordas e tecidos que boiavam entre os cadáveres, este construiu uma jangada. Depois olhou o seu estrelado, através do seus vastos conhecimentos em astrologia traçou a rota que o iria levar a terra, e, qui ça, a casa.
Mas, a certa altura o céu encheu-se de nuvens e uma grande tempestade caiu no mar. Cansado, doente, morto de fome e sede, adormeceu. Quando acordou a tempestade amainara, mas as estrelas continuavam cobertas por nuvens.
E agora?
Será que estaria longe de terra?
Será que teria traçado o caminho certo?
Onde estava a Certeza que o invadira quando, cheio de força, refez o seu caminho?
Mas que Dúvida era esta que o preenchia?

O marinheiro caiu então em profunda solidão!
Sem saber que quando duvidamos nunca estamos sozinhos!

4/20/07

4/18/07

Pegadas...


Um dia, caminhava eu pela praia, reflectindo a minha vida, com o meu Amigo. Reparava que na areia ficavam marcados os nossos 2 pares de passos. Cada passo nosso era um passo da nossa vida.
A certa altura, reparei que só ficava um par de pegadas, e, curiosamente, nos momentos mais difíceis da minha vida. Zangada perguntei ao meu Amigo:
- Tu, que afirmas que és meu Amigo, disseste que andarias sempre a meu lado, e, agora, vejo que nem sempre foi assim e, ainda por cima, nos momentos mais difíceis.
Então o meu Amigo respondeu-me:
- Nunca te deixaria só, principalmente nos momentos mais difíceis. Quando viste apenas um par de pegadas na areia foi quando eu te peguei ao colo!

4/9/07

O que és tu?


Depois de um descanso bem merecido, vamos continuar nosso rumo!

Quantas vezes te deparas com a vida e só consegues ver problemas, atrás de dilemas, atrás de confusões… Quantas vezes vês que a vida está um caos e nada podes fazer… Quantas vezes não sabes que fazer e te deixas cair nesse abismo fundo de não ter reposta para tudo e nada conseguir fazer…
E agora te pergunto: estão três panelas ao lume, uma tem uma cenoura, outra um ovo e a última tem café em pó, todas contêm água a ferver, qual a diferença entre elas?
E com certeza me responderás: Muito fácil!Então a primeira tem uma cenoura – esta entrou dura e depois de ferver e cozer ficou mole. A segunda tem um ovo – este é o contrário da cenoura, entrou frágil e depois de cozer ficou duro. A terceira tinha pó de café que depois de ferver se foi dissolvendo na água.
E volto-te então a fazer a pergunta: E o que és tu? És a cenoura, muito forte, muito robusto mas quando os problemas batem à porta vais ficando mole, frágil, sem resistência…? Ou és o ovo, muito frágil e quando os problemas da vida aparecem tornas-te duro, frio, arrogante, calculistas…? Ou és o café, simples e puro e que com os problemas te vais envolvendo neles e vais modificando a vida tornando com outro aroma, com outra cor e mesmo com outro sabor…?

Pensa nisso…

4/2/07

Descansando



Depois do primeiro passo, depois do primeiro olhar, depois da primeira e da segunda caminha acho que é merecido um bom descanso! Descansemos...

Descansemos neste lugar, sem ter os pés no chão mas seguros de não vamos cair. Contemplando algo de agrado pacífico.

Há espaço então para recomeçar...

4/1/07

Outra caminhada!


Pronto para a próxima caminhada?
Esta é longa!!!
Mas é uma caminhada onde, ao contrário da primeira, não aprendemos por nós próprios mas por outros caminhantes.

Estão então dois amigos a fazer uma viagem bastante longa. Passados dias e dias, estavam então numa praia e os dois amigos discutem, até que um dá uma bifeteia o outro. Então, o agredido escreve na areia: O MEU AMIGO HOJE BOFETEOU-ME! Passado mais uns dias, os amigos encontravam-se numa falésia perigosa, até que o que tinha sido agredido cai da falésia ficando preso a uma rocha mas com a vida em risco, o amigo não hesita e corre a salva-lo. Depois de salvo o que fora salvo escreveu na rocha: O MEU AMIGO HOJE SALVOU-ME A VIDA! O amigo intrigado pergunta-lhe o porquê da diferença do tipo de matérias e das mensagens, até que o amigo lhe explica: “Quando me deste uma bofetada escrevia na areia para que o vento a levasse, assim acontecem com os erros que se deixam levar pelo perdão. Mas o facto de me teres salvo a vida eu vou-me lembrar sempre, por isso está cravado na rocha por nem o vento, nem o mar, nem mesmo a chuva o apagará, assim também está escrito no meu coração.”

E é assim mais uma caminhada!